quinta-feira, 26 de julho de 2012

A minha angústia!

Há tempos que não sentia esta dor, que dilacera o meu espírito. Me sinto só, pois sinto que não há compreensão sobre o que sou. Ninguém sabe da ferida que tenho aqui dentro! Que camuflo na ilusão de que sare... Doce ilusão! A maior das minhas vontades? Não existir, mas o que me impressiona é que gosto do tormento da minha existência. As palavras são como pedras cortantes que são lançadas sem antes se medir as consequências de  seus impactos. Queria ser normal, mas o meu "eu" é muito maior do que esse desejo! Ser frágil neste mundo significa ser ferido constantemente, é ser rotulado de tolo. Tristes e erradas decisões que tomamos na vida. Hoje mais que antes sei que não se pode voltar no tempo, só lamentar porque fiz tudo sempre errado! A fuga, tudo me leva a deseja-la, só que estou presa e nem fugir consigo, não sei, mas quem sou, ou quem eu era, só não queria isso para mim. Estou morta em vida! Não posso, não deixam que eu seja quem eu quero ser, não me permitem existir como eu preciso existir. Este casulo nunca vai se romper, nunca! Eu não escolhi que fosse assim, eu não escolhi ser assim, eu sou assim! Julgamentos são feitos, e quais os critérios usados? O da impressão rápida e passageira?! E o que há por trás?! E o que há por dentro?! Aquilo que por mais que você olhe por todas as direções não é possível ver?! Isto não se enxerga, se sente! Poucos ou quase nenhum conseguem sentir, a essência é deixada de lado pela camuflagem, por mais que seja importante exprimir, não há sentido, se ninguém aceita, se ninguém se importa! Este mundo não me cabe...

by: Ianne Kelly




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nada além da minha dor!

As minhas lágrimas já secaram! Estes sentimentos insensatos, que para não nos culparmos de senti-los, atribuimos ao coração, destroem e afogam qualquer um! O AMOR, O DESEJO, são apenas ilusões que nos fazem escalar montanhas, só para nos fazer despencar de maneira mortal. Não sei mais o que é isto que me impele a prosseguir, sinto que seja lá o que for se esgota rapidamente me fazendo definhar enquanto encontro-me de pé. Dores que já não tenho mais como descrever, que vão muito além do que a própria imaginação, e até senso de realidade pode chegar! Drama? NÃO, só uma pequena mostra do que sinto.

by: Ianne Kelly

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Triste existência!

Hoje sinto em meu peito algo que não sei explicar! Mas que sei a dor que me causa! Sinto-me incapaz de ser feliz! E que essa minha incapacidade atinge a todos que me rodeiam! Sinto-me perdida em um atoleiro de espinhos que laceram meu corpo mas somente eu consigo ver estas feridas! O mundo despencou e não encontro-me segura em mais nada, mas ao mesmo tempo me sinto sufocada pelo incomodo de ainda existir! A dor me fez perder os sentidos, me faz querer estar longe e sucumbir no vazio! Forças? Já não tenho mais. O que me mantém aqui neste mundo aparentemente real? A covardia que me impede de dar fim a tudo isso! Triste existência esta minha!

by Ianne Kelly

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Nostalgia da Ilusão

Hoje eu sinto uma triste saudade, saudade daquilo que nunca vivi, daquilo que em meu mundo era real, mas só em meu mundo! Mas esta saudade vem acompanhada de uma tristeza bem maior, a da descoberta que não vivi, apenas sonhei! E agora como viver em um mundo que não se sabe o que fazer, onde não tenho mais a doce fantasia para me enganar?! Agora sim estou perdida, pois foi descortinado um mundo pra mim que preferia nunca saber que era o real. Preferia viver o resto dos dias na escuridão da caverna, mas aparentemente feliz, do que na luz, e sentir meu peito ficar tão comprimido ao ponto de quase não mais conseguir absorver este oxigênio que me mantém presa a tudo isso. Esta minha perpétua companheira, a frustração, de nunca ter alcançado aquilo que achava que estava indo em busca me faz sentir em disfunção com o mundo. Tornou-se muito sombrio este teatro amador em que gasto os meus dias! O que me afeta mais e mais é a minha covardia e ao mesmo tempo a dificuldade de conseguir sair deste casulo que construi com minhas próprias decisões. Não sei, mas a cada dia é pior! A dor que corrói meu entusiasmo, que destrói minha vontade está conseguindo aos poucos fazer com que eu definhe lentamente.



by Ianne Kelly

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Paralisada!

Hoje a calma ronda por sobre esta engrenagem que me abrigo. Mas em meu íntimo todos os outros sentimentos estão estagnados, não neste embalo calmo, mas em algo que faz doer. E porque parar logo nesta sensação anestésica de dor? Tantos caminhos que me levam a este e poucos são os que me fazem fugir do estado que por inúmeras vezes me abrigo. Uma fuga interna, que sempre tem seu término onde não deveria. Mas a paralisia torna-se aparente quando sinto o controle fugir de minhas mãos, num ritmo tão acelerado que tenho a ilusão de haver uma mudança de estado em minha mente. Oh! Amarga dúvida do que sinto. Acho que nada se encaixa a este embaralhado de sentimentos que me fazem criar um novo : O de se manter estática diante do mundo que se move e passa como uma faisca. E como haveria de chamá-lo?! Triste e plena incerteza! Uma dor dilacerante que é inerte ao meu sofrer! As vezes acredito que já me acostumei de tal modo com ela que esta é meu ópio.



by: Ianne Kelly

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Angústia Serena!

O que me aflige vai além de uma estranha inquietude, percebo ser algo parecido com a tristeza, mas não há de ser está tristeza conhecida que todos dizem sentir. Há algo de anomal no ar, o ar que corta meus pulmões, mas que me detém viva, com um propósito qualquer de me fazer sentir esta angústia, que me aprisiona, e me torna dependente dela. Não chega a ser algo mais doloroso que este caminho sobre espinhos que trilho, mas gera um incomodo que me anestesia e que me faz precisar dele pra continuar seguindo sem querer mudar de rota. Uma branda angústia que chega na forma de uma brisa gélida e perfurante, que encobre todos os meus sentidos e o meu sentir. Que me faz ver o mundo do alto, mesmo estando no mais fundo dos vazios.





by: Ianne Kelly